O uso das IAs no jornalismo e no processo de decisão da sociedade no contexto das eleições
O debate sobre IA marca o encontro de Trump e Xi. Na GloboNews, a reportagem mostra como os Estados Unidos e a China estão interessados na inteligência artificial. As empresas responsáveis pelo desenvolvimento dessas tecnologias alertaram sobre os perigos relacionados ao seu uso e destacaram a importância de as pessoas terem cuidado e responsabilidade ao produzir conteúdos utilizando IA. Além disso, orientam os usuários a produzirem conteúdos em benefício da sociedade e sob supervisão humana.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou a utilização das IAs nas eleições de 2026, estabelecendo regras para o uso dessas tecnologias. Os partidos podem contratar esses serviços, desde que sigam as normas estabelecidas. Ao utilizar essas ferramentas, devem informar como será o uso dos robôs. Estes não podem se passar por humanos nem se comunicar com os usuários das redes sociais como se fossem pessoas. A utilização deve ser transparente, assim como os processos de produção e de aplicação dessas ferramentas nos conteúdos.
O artigo “Inteligência Artificial e Transparência no Jornalismo”, dos autores João Canavilhas e Bárbara Biolchi, aborda que “a introdução de sistemas não humanos e pouco analisados levantou novas questões relacionadas com a transparência do processo jornalístico, afetando a já frágil credibilidade dos media”. Isso mostra que a inteligência artificial está presente em diversas profissões e nos processos de comunicação. As ferramentas e o aprimoramento do conhecimento devem estar presentes em todos os processos de produção jornalística, para que as tecnologias não ocupem nossos cargos, mas, sim, nos auxiliem no processo de comunicação.
O uso da inteligência artificial no jornalismo é um recurso que auxilia os processos de pesquisa, conhecimento e produção. Nosso papel, como profissionais da comunicação, é agir com responsabilidade, ética e compromisso com a verdade. Por isso, devemos analisar as ferramentas com cautela, buscando facilitar nossa produção de forma assertiva. Também precisamos estar atentos ao desenvolvimento de estratégias e técnicas capazes de aprimorar nosso trabalho como profissionais.
As IAs devem ser utilizadas em benefício da sociedade, bem como para melhorar os processos organizacionais das instituições. Entretanto, os autores defendem que as empresas devem ser supervisionadas por seres humanos nos processos de decisão, a fim de garantir a ética e a responsabilidade das organizações diante das decisões que podem influenciar a vida das pessoas. Mesmo em grandes conglomerados de comunicação e empresas privadas, existe a possibilidade de moldar comportamentos e posicionamentos, o que leva a sociedade a refletir sobre como é influenciada pelas empresas de comunicação.
A responsabilidade deve ser compartilhada entre todos os envolvidos na circulação de conteúdos. As IAs devem ser utilizadas sob supervisão humana, pois, diariamente, as ferramentas de SEO nos mecanismos de busca do Google ganham destaque em associação com a inteligência artificial. Os critérios para a utilização dessas tecnologias exigem, cada vez mais, pessoas capazes de avaliar o que é certo ou errado e de compreender como uma informação pode impactar a sociedade como um todo. No dia 4 de outubro de 2026, tivemos uma candidata a deputada federal, Ana Elisa, com atuação voltada para o estado de Minas Gerais, que obteve mais de 524 mil votos em uma candidatura amplamente divulgada pelas redes sociais, com foco na juventude e nas pautas relacionadas às mulheres. Esse caso representa um marco histórico e demonstra como as redes sociais podem influenciar o processo de decisão da sociedade.
